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Empresa Vegana Feito Brasil ganha ouro em premiação vinculada a ONU

No final de março, a empresa vegana Feito Brasil Cosméticos ganhou ouro em prêmio WEPs Brasil de equidade de gênero e empoderamento da mulher, uma iniciativa da Itaipu Binacional e demais instituições, com a chancela da Organização das Nações Unidas (ONU).

A Feito Brasil existe desde 2004, quando foi fundada pela Lena Peron, a famosa mama da feito, surgindo da imensa vontade de quebrar o padrão e a mesmice do mundo dos cosméticos.

Premio weps brasil 2014

Sobre o prêmio
O WEPs Brasil 2014 – Empresas Empoderando Mulheres tem como propósito incentivar e reconhecer os esforços das empresas que promovem a cultura da equidade de gênero e o empoderamento da mulher no Brasil.

A premiação é uma iniciativa da Itaipu Binacional e demais instituições parceiras, com a chancela da Organização das Nações Unidas (ONU), por meio do United Nations Global Compact (Pacto Global da ONU) e United Nations Women (ONU Mulheres), em parceria com as suas representações no país – Rede Brasileira do Pacto Global da ONU e ONU Mulheres no Brasil.

Um dos objetivos do prêmio é estimular as empresas brasileiras a adotarem o propósito de implantar uma cultura de equidade de gênero nas organizações, tomando como base os Princípios de Empoderamento das Mulheres.

O prêmio recebeu a inscrição de 186 empresas de todo o Brasil e de todos os portes. Das 75 classificadas, 35 eram pequenas e microempresas, 21 de grande porte e 19 de médio porte, das regiões Sul, Sudeste, Nordeste, Norte e Centro-Oeste.

A Feito Brasil
A feito brasil se destacou principalmente pela vivência da equidade e reconhecimento de gênero na empresa, além do não uso da imagem feminina de forma sexista em sua divulgação e publicidade, ponto extremamente valorizado em se tratando de uma indústria de cosméticos. Também defende vários pontos como o resgate das relações humanas, veganismo, não ao consumismo desenfreado, e o Brasil além da biodiversidade, pontos todos descritos no Manifesto Feito Brasil.

Lena Peron, presidente da Feito Brasil Cosméticos, dedicou o prêmio a todas as mulheres oprimidas e discriminadas. “Em um país como o Brasil, ter esse reconhecimento é uma honra”, disse ela. Agradeceu ao prêmio a sua família, e toda sua equipe, formada 90% por mulheres, em especial à diretora de criação da empresa, uma das maiores artistas feministas do país, Elisa Riemer.

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Participaram da solenidade de premiação o conselheiro especial do Pacto Global da ONU, Fred Dubee; o presidente do Pacto Global no Brasil, Jorge Soto; a diretora da ONU Mulher, Nadine Gasman; a diretora da Global Reporting Initiative (GRI), Glaucia Térreo; a presidente do Instituto de Pesquisa do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Samyra Crespo; o diretor do Planeta Sustentável, Caco de Paula, e a jornalista e empresária Ana Paula Padrão.

Saiba mais sobre a Feito Brasil através de seu Manifesto.

De acordo com a administração do Abrigo, para socializar o tratamento, os cães e gatos recebem nomes quando chegam ao AMA, em vez de números – como pode acontecer em outros locais. Essa é uma forma de socializar os animais.

Esse é o caso, por exemplo, da cachorrinha Julieta, que tem aproximadamente 2 anos e foi recolhida das ruas. Ela se adapta bem com outros cães e é ideal para ambientes externos.

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A gatinha Raiely, que foi abandonada no Abrigo e tem cerca de 4 meses de idade, é brincalhona e muito carinhosa. Ela também está esperando sua nova família.

Já o Rabito, de aproximadamente 2 anos, e que foi recolhido das ruas, é um cachorro de porte grande, tranquilo e brincalhão, que se adapta bem com outros cães.

Outra cachorrinha que está a espera de adoção é a Clarinha, que tem aproximadamente 1 ano de idade e também foi abandonada no Ama. Ela tem porte pequeno, é dócil, muito calma e se adapta bem com outros animais.

Esses e outros cães e gatos estão a espera de adoção no Abrigo Municipal de Animais. Para adotar, basta ir ao AMA, de segunda a sexta-feira, das 8 às 16 horas, ou aos sábados, nas feiras de adoção realizadas em parceria com a Associação Centopeia de Proteção aos Animais (cada dia em um local a ser divulgado). É necessário apresentar RG e comprovante de residência. O Abrigo fica na Estrada Municipal do Maçaim, s/nº. Telefone 3648-2959 e e-mail:abrigodeanimais@pindamonhangaba.sp.gov.br

Fonte: Portal R3

Além de Taubaté, indivíduos foram presos em outras cidades com equipamento de caça

Neste início de mês, ao cumprir mandado de busca e apreensão no município de Taubaté, interior de São Paulo,  a Policia Militar Ambiental obteve êxito em localizar na posse de um individuo, duas espingardas de caça, diversas munições, petrechos de caça, bem como 06 (seis) pássaros silvestres mantidos em cativeiro.

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O indiciado foi preso em flagrante delito, por posse ilegal de arma de fogo e conduzido ao Distrito Policial de Taubaté, onde após pagar fiança foi liberado e responderá ao processo em liberdade.

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A Câmara Municipal de Fortaleza aprovou uma lei que proíbe a realização e divulgação de eventos que exponham os animais a maus tratos, crueldade ou sacrifícios.

A lei compreende somente a capital cearense. A decisão ainda dá ênfase em vaquejadas e rodeios, entendendo que eles são exemplos claros que devem ser evitados. O problema é que a norma do município vai contra a determinação estadual, publicada no Diário Oficial do Estado em janeiro de 2013, que regulamenta a vaquejada como prática desportiva e cultural do Ceará.

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“Eu acho ótimo a proibição principalmente da divulgação. Agora é assim, se sancionarem a lei pode ter um conflito com a lei estadual, já que a do estado é que prevalece. Apesar de ser uma iniciativa muito boa, é preciso que a norma em geral chegue até o STF [Supremo Tribunal Federal] para ter resultado”, analisou Geuza Leitão, advogada e ambientalista.

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Oficina de Capacitação para Simpatizantes dos Direitos Animais

Nesse último domingo (6), aconteceu em Taubaté-SP, a Oficina de Capacitação para Ativistas de Direitos Animais um evento promovido pelo Site e Grupo CAMALEÃO que informa e orienta as pessoas sobre como fazer um ativismo eficiente de contato com o público.

A Oficina aconteceu no Auditório do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e contou com o apoio da Feito Brasil que cedeu um maravilhoso Kit de seus cosméticos artesanais e veganos, além de uma deliciosa degustação feita pela Atma Veg.

Durante o evento foi explicado brevemente sobre a biologia dos animais, a discriminação que os animais passam, ética animal, veganismo, libertação animal e toda informação necessária para um ativismo eficiente. As reações positivas e negativas mais comuns do público e como lidar com elas, as formas de abordagem, os diferentes tipos de situações, a postura, comportamento, formas de comunicar e expressar dos ativistas e também a importância do seu preparo psicológico, entre vários outros fatores.

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Michelle (Atma Veg), Artur Bonnett (Camaleão), Paula ganhadora do Kit de Cosméticos Veganos da Feito Brasil e Jéssica Machado (Camaleão).

* O Kit de Cosméticos Veganos da Feito Brasil foi sorteado e faturado pela Paula que veio da capital São Paulo para participar.

* Agradecimentos também ao Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté por terem cedido o auditório e ao VEDDAS por terem mais uma vez ajudado com o material da Oficina.

Caso, você leitor(a) já tenha considerado exagero falar de direitos para insetos, pule para o final (**) e depois volte a leitura para o começo.

Acabei de ver um pai brincando com seu filho com um inseto.
Por sorte, o inseto já estava morto antes da chegada do malabarismo deles.

O pai pegou o inseto morto e o usou como bola de futebol para brincar com seu filho, como se fosse aquele futebol de botão.

Depois de um minuto, acredito que o cara tenha se tocado do ato insano, não por pensar no corpo do “bichinho”, mas por ter considerado nojento e anti-higiênico para seu filho (que é um ser intocável, puro e superior, acima de tudo e todos, afinal é um “ser humaninho” e além de tudo é seu filho).

O inseto foi jogado fora.
Mas, nesse ato, aparentemente banal, e invisível aos olhos de muitos, o especismo já foi ensinado e passado adiante para outra geração, incluo aqui também os veganos (que geralmente só se preocupam com animais maiores) .

O ato de brincar (“diversão, humor, alegria”) com um inseto, esteja ele morto ou não, exemplifica um pensamento dominante de que podemos e temos direito a isso, que podemos violar o corpo do outro, simplesmente, por que queremos (e somos do grupo dominante) que podemos usar o outro para diversão, para deboche e para o que mais quisermos, apenas por que tal ato é feito por nós, para nós, lembrar aqui de bullying, de violência, de falta de respeito, de violações físicas e/ou até mesmo sexuais, não é nada absurdo, apenas exemplifica até onde sua sensibilidade/percepção pode chegar, ou até onde você consegue ver a raiz dos problemas, afinal, podemos resumir essa atitude com o velho pensamento da lei do mais forte sobre o “inferior”, mais fraco, o que tornaria mais claro e compreensível para muitos. Esse texto pode ser considerado “bobeira” por muitas pessoas, mas é exatamente com esse exemplo de pai para filho, que o pai ensina a superioridade do homem em relação a natureza, poderia ser qualquer animal, o ensinamento é o mesmo.

Lembro de minha infância quando fui ensinado por certos adultos que amarrar insetos voadores ou até mesmo pequenos pássaros era divertido, pois quando eles fossem voar nós poderíamos puxar de volta eternamente, talvez, se tivessem me ensinado que devemos respeitar os animais na minha infância e que diversão só é algo bom quando serve para trazer felicidade à todos envolvidos eu teria me tornado vegano mais rápido e um defensor das outras espécies muito antes, sem dúvidas, apesar de ser um defensor da natureza desde muito cedo.

Bullying não é diversão seja lá quem for a vítima (humana ou não).

O problema maior em jogo e o que de fato me incomodou na atitude desse pai, não é apenas o pensamento do “humano-branco-adulto-civilizado” e sim o fato de nesse simples ato, ele ter propagado e ensinado a essa criança de lá seus dois, três anos, toda uma cadeia de pensamento viciado de carga especista, de antropocentrismo e, de acordo, com este pensamento podemos fazer o que bem entendermos com os animais, pois somos humanos superiores.

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Esse ato de brincar com um inseto na infância, gera uma mentalidade de que podemos fazer o que quisermos, caso formos da espécie humana ou estejamos em situação privilegiada de alguma forma, esse ato simples, gera um pensamento que podemos justificar qualquer violação de direitos, seja direito de quem for, pense aqui nos direitos daqueles que você mais se simpatiza, seja dos pandas, dos cães, dos índios, das mulheres, dos consumidores, ou qual direito for, ele pode ser violado, desde que seja violado para benefício próprio de um grupo dominante, essa é a lei do mais forte, é isto que foi ensinado e repassado a essa criança, cabe a ela agora ter a sorte de ganhar a oportunidade de um contato harmônico com os animais no futuro, para que esse pensamento não prevaleça ou após contato com a teoria de direitos animais ou por reflexão própria mudar esse pensamento. E é claro que a cultura especista eletiva local vai direcionar “qual pode e qual não pode”.

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Vídeo sugere que as pessoas devem pensar melhor antes de culpar a vítima

O comercial da agência nova/sb que é responsável pela conta do Metrô SP vem em boa hora, em um momento onde muita discussão tem sido travada à respeito do abuso que as mulheres sofrem na sociedade.

Principalmente, no transporte público, após uma piada sem graça que o locutor da Rádio Transamérica FM falou ao vivo afirmando que o Metrô é um bom lugar para “xavecar a mulherada” e mais ainda com toda repercussão que teve a pesquisa do IPEA divulgada na Folha SP, que afirma que 65% dos brasileiros acham que mulher de roupa curta são as responsáveis por abusos cometidos contra elas.

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O comercial “Vítima não é culpada” destaca que a vítima de qualquer abuso, nunca deve ser responsabilizada pelo crime que o outro cometeu. Apesar de parecer algo óbvio, a mensagem faz referência a pesquisa do IPEA e lança uma crítica comparando o abuso da mulher com o abuso de crianças e outros crimes trazendo afirmativas descabidas como “Crianças que choram em restaurante merecem ser espancadas”; “Pessoas que usam celular na rua merecem ser roubadas”, ao final, o comercial deixa o seu recado que tais afirmações são tão absurdas quanto as que foram afirmadas pelas pessoas na pesquisa em relação as mulheres.

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Clínica Veterinária Taubaté havia sido interditado em 2012, mas mantinha funcionamento

A Polícia Ambiental e a Vigilância Sanitária de Taubaté apreenderam, neste fim de semana, 3.800 comprimidos, 26 ampolas, medicação em pó e 17 caixas de remédios de uso veterinário vencidos em uma clínica no centro de Taubaté. O local havia sido interditado em 2012, mas estava funcionando normalmente. O estabelecimento foi lacrado.

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Foto: Imprensa Camaleão

De acordo com a polícia, o material foi descoberto durante a averiguação de uma denúncia de maus-tratos contra animais. No local foram encontrados 42 cães, mas não houve indício do crime. Apesar disso foram encontrados os remédios vencidos.

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Esteja aberto a uma nova possibilidade.

Entrevistamos Nisargan, instrutor de meditação com abordagens inovadoras, tradutor de livros e vídeos de Osho para o português brasileiro, e vegano convicto.

Foram quase dois meses de trocas de mensagens com Nisargan, que não poupou esforços para responder nossas indagações da forma mais clara e completa possível.

Conheça um pouco sobre a experiência que viveu quando esteve com Osho nos EUA e na Índia, e saiba o que Nisargan pensa sobre meditação e veganismo nesta entrevista imperdível.

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CAMALEÃO: Você estudou medicina na Unicamp… já era vegano na época? Quando e como optou pelo veganismo?
Nisargan: Entrei em Medicina na Unicamp com 17 anos de idade, em 1974, e eu não era nem vegetariano. Tornei-me vegetariano em 1981, pois comecei a me interessar muito em silenciar os ruídos desnecessários e perturbadores da mente e desenvolver um nível maior de Presença, e a recomendação que tive na época foi que ser vegetariano ajudava neste processo.

De fato, embora eu não possa provar, a sensação é que o vegetarianismo realmente ajuda neste processo.

Mas o inverso também acontece, e na época eu não sabia disto: esse processo de silenciar os ruídos desnecessários e perturbadores da mente e desenvolver um nível maior de Presença inevitavelmente leva ao vegetarianismo, isto é, esse processo eleva nossa sensibilidade e nível de amorosidade e compaixão a todos os seres, humanos e não-humanos, e o vegetarianismo se torna uma consequência natural.

E à medida que esse processo vai se desenvolvendo, o veganismo passa a ser também inevitável. Foi o que aconteceu comigo em 2008, a partir do momento em que me dei conta de que os produtos de origem animal causam tanto ou mais sofrimento aos animais do que simplesmente o seu abate para consumo.

Em outras palavras, nesse processo chega um ponto em que a consciência simplesmente não nos permite contribuir com o sofrimento de outros seres, sejam humanos ou não-humanos. Não há escolha: a partir de determinado nível de consciência, não é mais possível fomentar direta ou indiretamente o sofrimento de outros seres.

 

CAMALEÃO: Além de ser vegano você está envolvido em alguma outra forma de ativismo pelos direitos animais?
Nisargan: Não me considero ativista. Apenas quando tenho uma forte inspiração, gravo um vídeo a respeito e coloco no YouTube.

Minha praia é meditação, e meu sonho é ter a meditação como minha forma de ativismo contra o absurdo que é feito com os animais. Tenho certeza absoluta que, logo após a prática de uma meditação bem feita, se um onívoro assistir a um vídeo que mostra a realidade feita contra os animais, ele estaria em um nível de consciência que daria muito mais chance de fazê-lo compreender a situação e optar pelo veganismo.

O mesmo em relação a um protovegetariano que logo após a prática de uma meditação bem feita assistisse a um vídeo que mostre o que os animais sofrem para ele comer o seu ovo ou comer o seu queijo. A tendência é ele se tornar vegano.

Reforçando, quanto mais fundo a pessoa entra em meditação, maior a chance de ela atingir um nível de consciência que naturalmente a leve ao veganismo. Um dia espero estruturar algo concreto sobre isso.

 

CAMALEÃO: Você exerceu ou exerce a profissão de médico? Em que área atua hoje?
Nisargan: Exerci a profissão de médico por apenas uns dois anos, como psiquiatra.

Logo percebi que a psiquiatria não era a linha que eu confiava para dar um bom direcionamento contra os distúrbios psíquicos.

Eu estava convencido, e ainda estou, de que a causa de todos os males do psiquismo humano é o pensar desenfreado e incontrolável; em outras palavras, para mim o mal maior da humanidade é o pensar demais.

Alguns excessos de pensamentos levam a determinado distúrbio psíquico, como ansiedade, por exemplo, outros excessos de pensamentos levam a outros descompassos, como a insegurança, ou timidez, ou irritabilidade, ou arrogância, ou fobias, ou depressão, ou insônia… Não importa o distúrbio, a causa básica é o pensar desenfreado e sem controle por parte da pessoa.

E a psiquiatria não aborda isso, e por essa razão fui procurar em outras áreas.

Hoje meu foco de trabalho é meditação, ou seja, treinamento da consciência a estar no momento presente, pois ao estarmos mais e mais no momento presente, menos e menos pensamentos perturbadores passam pela nossa mente… E o resultado é um alívio crescente…

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Tenho um Espaço para Retiros de Silêncio e Meditação, aqui em São Francisco Xavier (distrito de São José dos Campos, em SP), o Espaço Presença (www.espacopresenca.com.br), e aqui trabalho com o que constato que funciona.

Nos Retiros, obviamente a alimentação é 100% vegana, e deliciosa, o que com certeza ajuda no processo dos Retiros.

 

CAMALEÃO: Para quem não está muito familiarizado como você explicaria de forma simples o que é a meditação e como ela “acontece”?
Nisargan: Meditação é algo mais simples do que normalmente muitas pessoas imaginam.

Meditação é estar presente.

Todos temos momentos de presença, o que já dá a base necessária para que todos vivam a meditação.

Ter momentos de presença nada mais é do que ter percepções do aqui e agora.

Só que nossas percepções são intercaladas com pensamentos diversos. Temos em média 50 a 60 mil pensamentos desnecessários por dia. E há uma relação inversa entre perceber o aqui e agora e pensar. Quando pensamos não percebemos e quando percebemos não pensamos…

De uma maneira mais completa, meditação é manter percepções do aqui e agora sem pensamentos intercalados pelo período que mantemos essas percepções.

O período pode ser curto, alguns segundos, ou quase um minuto, ou um pouco mais… O importante é: sempre que por um determinado período mantemos percepções do aqui e agora sem pensamentos intercalados, estamos meditando.

Como todos sabem ter percepção do aqui e agora pontualmente, isto é, por um instante, o ponto é “esticar” este instante e ter cada vez mais instantes contínuos de presença.

Isso pode realmente simplesmente acontecer, mas um meditador é aquele que faz acontecer, isto é, ele se mobiliza a isso, e quanto mais ele se mobiliza, mais ele efetivamente amplia os momentos de presença.

 

CAMALEÃO: E para que isso?
Nisargan: Posso falar dos benefícios, mas eu falar não vai mudar muita coisa. O importante é vivenciar a presença contínua e perceber a diferença que ela faz em nossas vidas.

A presença contínua gera transformação, isto é, fazermos algo de uma maneira inconsciente e fazermos a mesma coisa mantendo a percepção do aqui e agora contínua gera atitudes e comportamentos bem diferentes. É experimentar e comparar… Às vezes as diferenças são sutis, mas significativas, e nem sempre é fácil perceber essas sutilezas; e às vezes a diferença é evidente…

Minha experiência: quanto mais percebo a diferença entre estar presente de uma maneira contínua e estar ausente, mais me motivo a me aprofundar em meditação!

 

CAMALEÃO: Você traduziu para o português vários livros e vídeos de Osho, certo? Quem é ele e quais são os principais pontos de sua filosofia?
Nisargan: Sim, traduzi mais de quarenta livros e mais de quarenta vídeos do Osho.

Morei em comunidades dele no Brasil, Estados Unidos, Alemanha e Itália.
Por anos estive em sua presença física quando ele estava nos Estados Unidos e na Índia.

Minha primeira consideração é que não combina com ele dizer que ele tem uma filosofia.
Filosofia é algo que vem do intelecto, e toda a mensagem do Osho não vem do intelecto e não tem interesse em ativar nosso intelecto.
E por não ser uma filosofia, cada pessoa ligada a ele daria uma resposta diferente à sua pergunta.

Voltemos à sua primeira pergunta: Quem é ele?
É um Mestre Iluminado Revolucionário que faz questão de se contradizer, para que não fiquemos presos às suas palavras e inclusive tenhamos liberdade de não concordar com o conteúdo do que ele diz, e assim passemos a buscar mais intensamente o mestre interno que todos nós temos e, aos poucos, nos libertemos do apego a mestres externos, inclusive dele.

Por exemplo, se um dia você ouve dele que Jesus Cristo é um grande Mestre Espiritual, mencionando a fala de Jesus e enaltecendo a sua mensagem, e em outro dia você ouve dele que Jesus Cristo é um esquizofrênico, entre outros adjetivos depreciativos, com qual mensagem você ficaria? Você ficaria com a sua própria, mas agora vinda de você mesma e sem poder sustentá-la com as palavras do Mestre.

Ou você poderia sair correndo e nunca mais querer se envolver com o Osho, principalmente se uma das mensagens contradiz a sua crença. Nesse caso, você estaria mais apegada à sua crença do que ligada ao Osho que está além das palavras.

E o Osho fazia isto sempre: intencionalmente afugentava pessoas apegadas às suas crenças, às vezes afugentando em um só golpe centenas ou milhares delas, a fim de dar espaço para que se aproximassem pessoas mais interessadas em vivenciar do que em crer.

Ele é um Mestre Iluminado Revolucionário que aponta claramente os truques das religiões para manterem seus seguidores dependentes, temerosos e, portanto, impotentes, e apontando também o conchave entre sacerdotes e políticos.

É um Mestre Iluminado Revolucionário que desmonta conceitos milenares que associam espiritualidade com pobreza, sexo com pecado, seriedade com religiosidade, conhecimento, cultura ou informação com sabedoria.

Assim, Osho criou mais inimigos do que amigos, mais difamadores do que apreciadores.
Poucas pessoas o entendem, e é normal que assim seja.

Para mim, a mensagem central é: a verdadeira busca é a interna, ou seja, a busca do aflorar da própria Presença, e o caminho para isso não é através do intelecto.

 

CAMALEÃO: E antes de ser o Nisargan, quem era você? O que significa esta palavra?
Nisargan: O nome que o Osho me deu é Swami Anand Nisargan, e meu nome legal é Leonardo.

Swami significa “mestre de si mesmo”.

Anand significa “bem-aventurança”.

Nisargan significa “natureza”.

Anand Nisargan significa “bem-aventurança é a sua natureza”.

A história é a seguinte: crescemos com um nome, que está associado a inúmeros condicionamentos que tivemos. A troca do nome é um incentivo a que nos mobilizemos a apagar ao máximo todos esses condicionamentos e que tentemos recomeçar do zero, aflorando o que de verdadeiro temos em nosso interior. E é realmente incrível o quanto nosso nome legal está associado a essa ou aquela auto-imagem limitadora…

No meu caso, gosto e me identifico muito mais com o nome Nisargan. Se não fosse esse o caso, continuaria a me apresentar como Leonardo. Mas me sinto Nisargan, e não Leonardo.

 

CAMALEÃO: Você que já leu muitas coisas e conheceu Osho, então provavelmente sabe… Ele dizia algo sobre os animais?
Morei em várias comunidades do Osho no Brasil, Alemanha, Itália, Estados Unidos e Índia, e a alimentação nessas comunidades é ovolactovegetariana.

Osho deixou o corpo em 1990, e creio que até essa época a consciência humana ainda não estava preparada para o veganismo. Assim, Osho comentava apenas sobre o vegetarianismo. Mas por tudo o que conheço do Osho, sinto que o veganismo está completamente alinhado à sua visão e creio que as pessoas ligadas a ele que ainda não são veganas não fizeram direito o trabalho de casa. Se Osho falava que, no mínimo, não é estético comer carne, é só cada um ir um pouco mais fundo que verá que é menos estético ainda comer ovos de granja, leite e derivados…

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Esteja aberto a uma nova possibilidade.

 

Nisargan gentilmente compilou algumas frases de Osho sobre o vegetarianismo, veja abaixo:

Passo a passo, a meditação restaura a sensibilidade, e essa sensibilidade torna as pessoas vegetarianas. Essa é uma conquista, e não uma perda. Ela o tornará simultaneamente mais amoroso, mais compassivo, mais afetivo, mais sensível à beleza.

Livreto: The Osho Experience pg 124

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Sou vegetariano e gostaria que todos se tornassem vegetarianos.

Deveríamos criar uma regra que nenhuma comida não-vegetariana deveria fazer parte do cardápio das universidades, pois matar e praticar a violência em nome da alimentação é tão feio e desumano que não se pode esperar que essas pessoas se comportem de uma maneira amorosa, sensível, humana.

A alimentação não-vegetariana é uma das causas básicas de toda a sociedade estar em uma luta praticamente contínua. Ela o torna insensível, duro, como uma rocha, e cria raiva e violência em você, o que pode ser facilmente evitado.

do livro: The Last Testament, volume 5, capítulo 13, Osho

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Osho, por que todos seus discípulos são vegetarianos?

Meus discípulos são vegetarianos não como um culto, não como uma crença, mas porque suas meditações os tornam mais humanos, mais do coração, e eles podem perceber toda a estupidez que é matar seres sensíveis para comer. É a sensibilidade deles, a consciência estética que os tornam vegetarianos.

Sempre que a meditação acontece, as pessoas se tornam vegetarianas, sempre, por milhares de anos.

Os jainistas são vegetarianos há milhares de anos. Você precisa saber que todos seus 24 mestres vieram da casta de guerreiros. Todos eles comiam carne; eles eram guerreiros profissionais. O que aconteceu com essas pessoas? A meditação transformou toda a visão delas. Não apenas suas espadas caíram de suas mãos juntamente com seu espírito guerreiro, mas um novo fenômeno começou a acontecer: um tremendo sentimento de amor para com a existência. Elas se tornaram absolutamente unas com o todo, e o vegetarianismo é apenas uma pequena parte dessa grande revolução.

O mesmo aconteceu com Buda e com o budismo.

O cristianismo, o islamismo e o judaísmo não são vegetarianos pela simples razão de que essas religiões nunca se depararam com a revolução que a meditação traz. Elas nunca se deram conta da meditação.

Seja mais alerta, mais silencioso, mais alegre, mas extasiado e encontre seu centro mais profundo. Com isso, muitas coisas seguirão por si mesmas e, vindo por si mesmas, não há repressão, não há luta, não há esforço, não há tortura.

Para mim, a meditação é a única religião essencial, e tudo o que segue é virtude, pois vem espontaneamente. Sei que, se você meditar, crescerá em você nova perceptividade e sensibilidade e você não poderá contribuir com a morte de animais.

Há milhões de pessoas que nunca pensaram no vegetarianismo. Desde a infância elas contribuem com o assassinato de animais. Isso não é diferente do canibalismo. E, desde Charles Darwin, é um fato absolutamente científico que o ser humano evoluiu dos animais; então, você está matando seus próprios antepassados, e os devorando com alegria. Não faça algo tão maldoso!

A meditação lentamente lhe traz de volta sua sensibilidade. Isso é um ganho, e não uma perda.

Eu sei que se você meditar, uma nova perceptividade e uma nova sensibilidade surgirá em você, e a partir daí você simplesmente não poderá participar da morte de animais.

A humanidade perdeu seu coração, e precisamos trazê-lo de volta a todos que o desejam.

do livro: “From Death to Deathlessness”, capítulo 32, questão 3, Osho

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Vocês cresceram em famílias que não se preocupavam com o que comiam. Desde o começo, tudo o que lhes era dado, vocês aceitavam. Vocês se acostumaram com isso.

Essa é uma das razões de que o maior número de iluminados aconteceu na Índia, pois este é o único país em que as pessoas são vegetarianas. Na Índia, também existem não-vegetarianos, mas nenhuma pessoa não-vegetariana se iluminou.

Isto fere seus condicionamentos, mas a verdade é que Moisés, Elias e Jesus não são nada, comparados com Gautama Buda, Vardhamana, Mahavira, Shankara e Nagarjuna. E porque elas não puderam se tornar iluminadas, não puderam ensinar o vegetarianismo a seus seguidores. Se eles tivessem se iluminado, a primeira coisa a lhes ensinar teria sido o vegetarianismo.

do livro “From Death to Deathlessness”, capítulo 5, questão 4, Osho

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Nos Estados Unidos, muitas pessoas me perguntaram: “É verdade que sua comunidade é vegetariana?” Elas nunca pensaram a respeito; elas comem carne desde a infância e não podiam acreditar que cinco mil não-vegetarianos se tornaram vegetarianos.

Eu explicava a elas que é feio matar animais, seres sensíveis, para servirem de comida, havendo outras comidas disponíveis. Se você faz isso, então qual é a diferença entre você e os canibais? Na verdade, os canibais dizem que a carne mais deliciosa é a de humanos. Dessa maneira, se o sabor é o fator decisivo, por que não matarem uns aos outros, por que não matar seu filho, sua esposa? E é isso o que você está fazendo ao ser conivente com a morte de um animal – você está matando um marido, um filho, uma esposa, um pai, uma mãe.

do livro: The Last Testament, volume 4, capítulo 17, Osho

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Buda disse a seus discípulos para não comerem carne, pois não se trata apenas de uma questão de reverência à vida. Também é uma questão de que, se você não estiver repleto de reverência à vida, seu coração se tornará enrijecido, seu amor se tornará falso, sua compaixão será apenas uma palavra.

A preocupação de Mahavira e de Gautama Buda era a de que o ser humano não deveria comer apenas para viver; ele deveria comer para crescer em uma consciência mais pura.

Um comedor de carne permanece inconsciente, acorrentado à terra; ele não pode voar pelo céu da consciência. As duas coisas não podem coexistir: você estar mais e mais consciente e não estar nem mesmo consciente do que está fazendo, e apenas para satisfazer o paladar, o que é impossível sem matar. Você pode se alimentar de comidas vegetarianas deliciosas; então, comer carne é absolutamente desnecessário, um hábito apodrecido do passado.

do livro: The Messiah, volume 1, capítulo 12. Osho

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O jainismo é a primeira religião que tornou o vegetarianismo uma necessidade fundamental para a transformação da consciência, e eles estão certos.

Matar apenas para comer torna a sua consciência pesada, insensível, e você precisa de uma consciência muito sensível, muito leve, muito amorosa, muito compassiva.

É muito difícil para um não-vegetariano ser compassivo e, sem ser compassivo e amoroso, você estará freando seu próprio progresso.

do livro: The Transmission of the Lamp, capítulo 25, questão 1, Osho

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Temos uma expressão: “Não tenho estômago para isso.” Essa é uma expressão exatamente precisa. Há coisas para as quais você não tem estômago. Alguém lhe insulta e você diz: “Não tenho estômago para isso, não posso engolir essa.”

Quando a mente começa a mudar, paralelo a isso o estômago começa a mudar. Esta é minha observação, que as pessoas que meditam terão de chegar ao momento em que seus estômagos terão de ser reajustados.

É por isso que os grandes meditadores acreditavam no vegetarianismo. Essa não era uma filosofia, nada tinha a ver com qualquer atitude filosófica. Através de meditações profundas eles compreenderam que não tinham estômago para muitas coisas, era impossível.

O vegetarianismo nada mais é do que um sub-produto da meditação profunda. Se uma pessoa segue meditando, aos poucos perceberá que é impossível comer carne.

Não que alguém diga para não comer, mas, se você entrar fundo em meditação, um dia não terá estômago para isso, será nauseante. A própria ideia de comer carne lhe dará ânsia de vômito e ela não será tolerada pelo seu estômago.

Agora você está sentindo que está em um mundo suave, tão sutil e refinado que não pode acreditar que antes comia carne. Parece impossível, e para quê?

Podemos colocar carne e coisas assim no estômago porque muitos instintos primitivos estão na mente: raiva, ganância, ódio, violência. Uma vez desaparecidas essas coisas da mente, o paralelo também desaparecerá no estômago.

do livro: O Cipreste no Jardim, capítulo 17, Osho

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A contribuição de Pitágoras à filosofia ocidental é imensa, incalculável. Pela primeira vez, ele introduziu o vegetarianismo ao Ocidente. A ideia do vegetarianismo é de imenso valor; ela está baseada na grande reverência à vida.

A mente moderna pode agora entender isso de uma maneira muito melhor, pois agora sabemos que todas as formas de vida estão interligadas, são interdependentes. O ser humano não é uma ilha, ele existe em uma rede infinita de milhões de formas de vida e de existência. Existimos em uma corrente, não estamos separados.

E destruir outros animais não é apenas feio e desumano, mas também não-científico. Estamos destruindo nossa própria fundação, já que a vida existe em uma unidade orgânica. O ser humano existe como parte dessa orquestra.

Vegetarianismo simplesmente significa: não destrua a vida; vida é Deus. Evite destruí-la, senão você estará destruindo a própria ecologia.

E há algo muito científico por trás disso. Não é por acaso que todas as religiões que nasceram na Índia são basicamente vegetarianas e que todas as que nasceram fora da Índia são não-vegetarianas. Os cumes mais elevados da consciência religiosa nasceram na Índia.

O vegetarianismo funciona como uma purificação. Quando você come animais, fica pesado, é puxado mais em direção à terra. Quando você é vegetariano, fica leve, está mais sob a lei da graça, sob a lei do poder e começa a ser puxado em direção ao céu.

Sua comida não é apenas comida, ela é você. O que você come, você se torna. Se você come algo que esteja fundamentalmente baseado em assassinato, em violência, não pode se elevar acima da lei da necessidade. Você se tornará mais ou menos um animal. O humano nasce quando você começa a se mover acima dos animais, quando começa a fazer algo a si mesmo que nenhum animal pode fazer.

O vegetarianismo é um esforço consciente, um esforço deliberado, para tirá-lo do peso que o mantém atado à terra, de tal modo que assim você possa voar.

Quanto mais leve o alimento, mais profunda será a meditação. Quanto mais grosseiro o alimento, então a meditação se torna mais e mais difícil.

O vegetarianismo é de imensa ajuda, ele muda a sua química.

Quando um animal é morto, ele está com raiva, com medo, naturalmente. Quando você mata um animal… Pense em você sendo morto… Qual será o estado de sua consciência? Qual será sua psicologia? Todos os tipos de veneno serão liberados em seu corpo, pois, quando está com raiva, certo tipo de toxina é liberada em seu sangue. Quando você está com medo, de novo outros tipos de toxinas serão liberadas em seu sangue. E, quando você está sendo assassinado, esses são o medo e a raiva supremos. Todas as glândulas de seu corpo liberam todos os seus venenos.

E o ser humano segue vivendo dessa carne envenenada. Se ela o mantém raivoso, violento, agressivo, isso não é estranho, mas natural. Quando você vive da morte, não tem nenhum respeito pela vida, é inimigo da vida.

E quem é inimigo das criaturas de Deus também não pode ser amigo de Deus. Se você destruir uma pintura de Picasso, não pode ser respeitoso para com Picasso, é impossível. Todas as criaturas pertencem a Deus; Deus vive nelas, respira nelas. Elas são sua manifestação, assim como você. Elas são irmãos e irmãs.

Quando você vê um animal, se a ideia de irmandade não lhe surgir, você não sabe o que é prece, nunca saberá o que é prece. E é tão feia a própria ideia de que apenas por comida, apenas pelo paladar, você possa destruir a vida. É impossível acreditar que o ser humano siga fazendo isso.

Pitágoras foi o primeiro a introduzir o vegetarianismo no Ocidente. É de uma grande profundidade o ser humano aprender a viver em irmandade com a natureza, em irmandade com as criaturas. Essa é a base, e somente sobre essa base você pode basear sua prece, sua meditatividade.

Você pode observar por si mesmo: quando você come carne, a meditação será mais difícil.

É um fato inquestionável que, se você quiser meditar, se quiser silenciar a mente, se quiser ficar leve, tão leve que a terra não possa puxá-lo para baixo, tão leve que você comece a levitar, tão leve que o céu se torne disponível a você, então precisará se mover do condicionamento não-vegetariano para a liberdade do vegetarianismo.

O vegetarianismo não tem nada a ver com religião: ele é algo basicamente científico.

É inacreditável que um ser humano de sensibilidade, de consciência, de compreensão e de amor possa comer carne. E, se ele puder comer carne, então algo está faltando; em alguma dimensão ele ainda está inconsciente do que está fazendo, inconsciente das implicações de seus atos.

Mas Pitágoras não foi ouvido, não foi acreditado; pelo contrário, foi ridicularizado e perseguido. E ele trouxe um dos maiores tesouros do Oriente para o Ocidente, ele trouxe um grande experimento. Se ele tivesse sido ouvido, o Ocidente teria se tornado um mundo totalmente diferente.

Não podemos mudar a consciência humana a menos que comecemos a mudar o corpo humano. Quando você come carne, está absorvendo o animal em você, e o animal precisa ser transcendido. Evite!

Você precisará observar toda a sua vida, observar cada pequeno hábito em detalhe, pois, algumas vezes, algo muito pequeno pode mudar toda a sua vida. Algumas vezes pode ser algo muito simples, e ele pode mudar a sua vida tão totalmente que parece inacreditável.

Tente o vegetarianismo e você ficará surpreso: a meditação se tornará mais fácil, o amor se tornará mais sutil e perderá sua grosseria, se tornará mais sensível e menos sensual, e o seu corpo também começará a ter uma vibração diferente; você se tornará mais gracioso, mais suave, mais feminino, menos agressivo, mais receptivo.

O vegetarianismo é uma mudança alquímica em você, ele cria o espaço no qual o metal básico pode ser transformado em ouro.

do livro: Philosophia Perennis, volume 2, capítulo 6, Osho

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“Osho, por que você não permite a alimentação não vegetariana em seu ashram?”

O álcool pode ser permitido neste ashram, mas não a carne.

A carne não pode ser permitida. Isso é simplesmente feio. Só de pensar que você está matando um animal para comer… A própria ideia é não estética.

Por que destruir um corpo? E, se você puder matar um animal, por que não se tornar um canibal? O que há de errado em matar um ser humano? Pois a carne que vem de um corpo humano estaria mais em sintonia com você. Por que não começar a comer seres humanos?

E animais são irmãos e irmãs, pois o ser humano veio deles. Eles são nossa família. Matar um ser humano é apenas matar um animal evoluído. E matar um animal é apenas matar alguém que ainda não evoluiu, mas que está a caminho. Dá no mesmo!

do livro: The Diamond Sutra, discurso 6, Osho

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O ser humano deveria ser vegetariano, pois todo o corpo é feito para alimentos vegetarianos. E cientistas reconhecem o fato de que toda a estrutura do corpo humano demonstra que ele não deveria ser onívoro.

O ser humano vem dos macacos, e os macacos são vegetarianos. Se Darwin estiver certo, então o ser humano deveria ser vegetariano.

Há maneiras de julgar se determinada espécie de animal é vegetariana ou não: depende do intestino, do comprimento do intestino.

Animais não vegetarianos têm intestinos muito curtos, e o ser humano tem um dos intestinos mais longos, e isso significa que ele é vegetariano.

do livro: The Essence of Yoga, Talk #5, Osho

 

• Para saber mais informações sobre Veganismo e Direitos Animais, acesse: www.sejavegan.com.br

Tribunal Internacional de Justiça determinou que o Japão deve interromper a caça

O programa “científico” JARPA II do Japão foi a pauta da Corte Internacional de Justiça (CIJ) da ONU nesta segunda-feira (31), em uma votação de 12 a 4, a CIJ da ONU decidiu por revogar as licenças concedidas para o Japão, sob alegação de que o país não apresentou dados científicos em relação ao programa JARPA II, tal como definido pela permissão da Comissão Baleeira Internacional, que só admite pesca de baleias para fins científicos e não comerciais.

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A Austrália entrou com processos judiciais contra a caça à baleia do Japão em 2010, alegando que o país viola leis internacionais ao caçar baleias na Antártida. Membros da ONG Sea Shepherd Conservation Society, que intervém diretamente contra atividades baleeiras em alto mar, estiveram na sala do tribunal em Haia (Holanda) para ouvir o resultado histórico da Corte.

O Japão afirmou que irá cumprir a decisão, mas que irá recorrer para validar sua permissão de caça. A notícia da revogação do direito de caça é uma grande vitória para os animais e o meio ambiente, a estimativa é que 3.600 baleias foram mortas no programa “científico” japonês que começou em 2005.

O Programa
O JARPA II, o programa “científico” japonês, na prática é uma forma de caçar baleias para comercialização dos animais para fins alimentícios, com base na falsa alegação de pesquisa científica, pois somente dessa maneira conseguiria autorização da Comissão Baleeira Internacional para enviar seus navios para as águas congelantes da Antártida e capturar esses gigantescos animais.

A Importância da Sea Shepherd
A Sea Shepherd Conservation Society (SSCS) foi criada em 1977, nos Estados Unidos, que criaram um movimento de caráter mais ágil, direto, objetivo e ativista, através de intervenções não-violentas em prol dos animais marinhos.

Atualmente, a Sea Shepherd é considerada a ONG de proteção dos mares mais ativista do mundo e conta com a participação efetiva de milhares de voluntários em todo o planeta.

sea-shepherd-whales-baleias-japão-australia-onu-caça-antartidaNos últimos dias um comunicado da SSCS afirmando orgulhosa em anunciar que a frota baleeira japonesa deixou as águas do Tratado da Zona Antártica (ATZ), encerrando a temporada de pesca de baleias no local durante o ano de 2014.
Em 13 de março de 2014, às 0215 AEDT, o Sistema de Identificação Automático (AIS) sinalizou a saída do navio fábrica japonês – Nisshin Maru – da zona de pesca e ultrapassando o limite de 60ºS. Sea Shepherd diz que pode confirmar que o navio baleeiro segue rumo ao norte com seu destino marcado para o Japão.

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Em uma década de campanhas, este foi o primeiro ano em que os baleeiros permaneceram com seus AIS ativados, permitindo assim, que a Sea Shepherd soubesse a localização de cada um dos barcos. Com suas intervenções diretas, interceptando navios baleeiros japoneses, a Sea Shepherd conseguiu salvar mais de 5 mil baleias ao longo dos últimos anos.

Reflexão

“Apesar da moratória sobre a caça comercial, o Japão continuou a reivindicar as vidas de milhares de gigantes dóceis do mar, em um lugar que deveria ser o seu porto seguro”, disse o fundador da Sea Shepherd, o Capitão Paul Watson. “A Sea Shepherd e eu, juntamente com milhões de pessoas envolvidas ao redor do mundo, certamente esperamos que o Japão irá respeitar esta decisão do Tribunal Internacional e deixará as baleias em paz.”

A Sea Shepherd Global terá os navios preparados para retornar ao Oceano Antártico em dezembro de 2014 se o Japão optar por ignorar esta decisão da CJI. Se os japoneses retornarem sua frota baleeira, a tripulação da Sea Shepherd estará lá para defender as baleias contra os baleeiros piratas do Japão.

O julgamento completo do Tribunal Internacional de Justiça pode ser lido aqui:
Antártida (Austrália vs Japão: Nova Zelândia interveniente) – 31 de março de 2014

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